Síndrome de burnout: tudo que você precisa saber sobre a doença do esgotamento mental + 9 alimentos para combate-la

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Síndrome de burnout: tudo que você precisa saber sobre a doença do esgotamento mental + 9 alimentos para combate-la

28 de novembro de 2017
Equipe Geração Fit

síndrome de burnout

Síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento profissional, ocorre devido ao stress excessivo no trabalho. O termo, em inglês, “burnout” significa estar, queimado, carbonizado por um “fogo” que se alastra em nosso corpo com a mesma velocidade que se alastra em uma mata.

Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes.

Quem sofre ou já sofreu com a síndrome de burnout descreve a doença como sendo um cansaço devastador, que revela falta absoluta de energia. “É como se o corpo e a mente colocassem um ponto final, todas as reservas de energia se esgotam”, revela a leitora Mariana, quem nos escreveu sugerindo o tema.

No ambiente profissional, é comum encontrarmos pessoas, antes competentes e atenciosas, que ligam o “piloto automático”, onde a motivação dá lugar a irritação, falta de concentração, desânimo e sensação de fracasso.

Síndrome de burnout: o que é?

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A síndrome de burnout, ou esgotamento profissional é caracterizada por um estado de exaustão física, emocional ou mental que surge devido ao acúmulo de estresse no trabalho, sendo, por isso, muito comum em profissionais que têm que lidar com pressão e responsabilidade constante.

O termo “burnout”, que só se aplica ao ambiente profissional, foi criado pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger em 1974 para descrever o adoecimento que observou em si mesmo e em colegas.

Síndrome de burnout: estatísticas, causas e pessoas mais acometidas pela doença

No Brasil, 30% dos profissionais apresentam esse grau máximo de esgotamento, conforme pesquisa da filial nacional da International Stress Management Association (Isma), que avaliou mil pessoas de 20 a 60 anos entre 2013 e 2014.

Segundo a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da organização no país, 96% dos atingidos sentem-se incapacitados, o que provoca faltas no trabalho – para realização de exames e/ou licenças médicas – ou ainda a presença física, porém com a mente distante.

O rendimento, claro, cai. “Quem tem burnout tem capacidade produtiva reduzida em torno de cinco horas por semana”, calcula a psicóloga. E enfrentam maior risco de erros no trabalho, devido a desatenção provocada pela doença.

A Síndrome de burnout é mais comum entre as mulheres. Dados estatísticos comprovaram que em um grupo de mil profissionais diagnosticados com a síndrome, é possível encontrar cerca de 540 mulheres para 460 homens com burnout.

O dado foi obtido em uma análise de 183 estudos sobre diferenças de gênero e burnout em 15 países. Segundo Sandberg e Grant, uma das razões é a cobrança que as próprias mulheres fazem em si mesmas de realizar com perfeição, além das suas funções profissionais, também o serviço doméstico, como cuidar da limpeza e compras da casa, dos filhos, etc.

Sintomas da síndrome de burnout

sintomas da síndrome de burnout

A exaustão é o sintoma de marca a doença, citado por 97% das brasileiras na pesquisa do Isma. “A sensação é de estar no vermelho, sem recursos físicos e emocionais”, diz Ana Maria.

Dentre os outros sintomas estão fraqueza, dores musculares e de cabeça, náuseas, alergias, queda de cabelo, distúrbios do sono, maior suscetibilidade a gripes e diminuição do desejo sexual.

A segunda característica, com traços emocionais, liga-se à despersonalização ou ceticismo e distanciamento afetivo. O profissional passa a ter contato frio e irônico com seus colegas de trabalho e, não raro, torna-se uma presença ranzinza e negativista.

Outro sintoma comum é queda repentina na produtividade, com baixo grau de satisfação pessoal, ou seja, a pessoa produz pouco e acha que isso não tem valor.

As mudanças ocorrem de forma gradual e em fases. Nos estágios mais avançados da doença o sono não consegue reparar o organismo, fazendo com que a pessoa se sinta sempre cansada. Em uma etapa posterior, a pessoa pode chegar até mesmo a apresentar sinais de agressividade, devido a própria insatisfação consigo mesma.

Hormônios liberados nos ataques de fúria (como o cortisol, produzido na suprarrenal) ampliam o risco de diabetes, cardiopatias, doenças autoimunes, crises de pânico e depressão. Por último, instala-se o esgotamento total.

Perfeccionismo: a característica letal

perfeccionismo a característica letal

A síndrome de burnout é resultado de um conjunto de fatores individuais, profissionais e sociais. Entre as causas individuais destacam-se o perfeccionismo, que leva à busca por uma excelência, muitas vezes impossível.

Pessoas com características de perfeccionista são mais exigentes consigo mesmas. Elas buscam sempre a excelência e nunca se contentando com o “bom”. O que, em uma primeira impressão pode ser uma boa característica, com o tempo revela-se extremamente perigosa. A obsessão pela perfeição piora o quadro de burnout podendo ser o estopim que faltava para o surgimento de doenças graves.

Síndrome de burnout: tratamento

O tratamento psicológico com um psicólogo é o tipo de tratamento mais indicado para quem possui a síndrome de burnout, pois o terapeuta ajuda o paciente a encontrar estratégias para combater o estresse e a cobrança excessiva consigo mesmo.

Além disso, as consultas proporcionam ao paciente desabafar sobre tudo aquilo que o aflige, proporcionando autoconhecimento e mais segurança para lidar com situações delicadas e/ou de stress no seu trabalho.

Dicas práticas

dicas práticas

Algumas dicas são fundamentais para combater a doença, dentre as principais estão:

  • Reorganizar o seu trabalho, diminuindo as horas de trabalho ou as tarefas que é responsável, por exemplo;
  • Aumentar o convívio com amigos, para se distrair do estresse do trabalho;
  • Fazer atividades relaxantes, como dançar, ir ao cinema ou sair com os amigos, por exemplo;
  • Praticar exercício físico regularmente para libertar o estresse acumulado.

9 alimentos que ajudam a combater a síndrome de burnout

1. Leguminosas

Leguminosas como feijão e ervilha são ótimas no combate ao estresse por apresentarem altos níveis de triptofano. Esse aminoácido ajuda na formação da serotonina, substância que induz o sentimento de bem-estar e felicidade.

2. Cereais

Cereais como aveia e arroz integral também devem compor o cardápio de quem quer e precisa se livrar do estresse. O benefício existe porque eles são alimentos ricos em proteínas, vitaminas do complexo B, aminoácidos essenciais.

3. Banana

Assim como as leguminosas, a banana é rica em triptofano, que ajuda na sensação de bem-estar, mas não é só isso, ela também possui um tipo de proteína que é convertida em serotonina, no corpo, além de vitaminas do completo B e outros nutrientes, como o potássio.

4. Sementes oleaginosas

Castanha-do-Pará, castanha-de-caju e amêndoas são sementes oleaginosas ótimas na luta contra o estresse. Além de serem ricas em triptofano, também possuem boas quantidades de vitaminas do complexo B e magnésio.

5. Ovos

Considerados vilões no passado, os ovos podem ser benéficos também, já que possuem proteína, vitaminas e aminoácidos que estimulam a produção de serotonina no organismo, ocasionando a sensação positiva.

6. Carnes magras

As carnes de frango e peru são boas por carregarem boa quantidade de triptofano, além de conter proteína de alto valor biológico, possui grande quantidades vitaminas e aminoácidos. Já os peixes, como salmão e atum, apresentam outra vantagem: a riqueza em ômega 3, importantes para melhorar o controle das emoções e do humor, além de reduzir a ansiedade.

7. Frutas ricas em vitamina C

As frutas que apresentam grandes quantidades de vitamina C são muito benéficas contra o estresse. Morango, laranja, limão, acerola, goiaba e abacaxi são alguns exemplos.

8. Alho

Esse tempero possui muitas utilidades e efeitos benéficos à saúde e um deles é o combate ao estresse. Isso porque possui vitaminas do complexo B, C e aminoácidos, além de outros nutrientes que limpam as toxinas que impulsionam o estresse.

9. Chocolate 70% cacau

Chocolate não é proibido para quem deseja reduzir os níveis de estresse, mas só vale comer o tipo amargo, com pelo menos 70% cacau. O potencial benéfico do chocolate 70% está na presença de antioxidantes, que nivelam a pressão arterial e melhoram a circulação sanguínea. Mesmo assim, a moderação é a chave. O ideal é consumi-lo moderadamente, em pequenas quantidades.

 Conclusão

Com a crescente cobrança profissional pelas quais somos submetidos, a síndrome de burnout é, sem dúvida, uma das doenças mais comuns dos tempos modernos. Para preveni-la é importante cuidar da saúde mental, se permitindo momentos de descanso e descontração e, também, cuidados com a alimentação e com a prática de atividade física regular.

Manter uma alimentação regrada e praticar seu esporte favorito pelo menos três vezes por semana, 30 minutos por dia, é fundamental para a boa saúde mental e para prevenir e/ou tratar a doença.

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