Tipos de ômega 3: entenda as diferenças entre DHA, EPA e ALA

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Tipos de ômega 3: entenda as diferenças entre DHA, EPA e ALA

3 de abril de 2018
Equipe Geração Fit

tipos de ômega 3

Tipos de ômega 3: quando falamos em ômega 3 aparecem as siglas DHA, EPA E ALA, saiba o que elas significam!

O ômega 3 é um dos nutrientes mais estudados de todos os tempos, com cerca de 30.000 publicações científicas que comprovam uma série de benefícios de saúde diferentes relacionados a esse tipo de gordura.

Representa uma família de ácidos graxos essenciais (ácidos gordurosos) que não podem ser fabricados no nosso organismo, sendo que eles se dividem em três tipos: ácido alfa-linolênico (ALA), ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA).

Tipos de Ômega 3

DHA

O DHA é essencial para um bom desenvolvimento fetal e ajuda a formar a retina dos nossos olhos, além disso, o DHA possui ação antioxidante e é o ácido graxo mais benéfico para a saúde do cérebro, já que favorece a cognição e as conexões entre os neurônios, beneficiando a memória, atenção, raciocínio, imaginação, juízo e diversos outros aspectos relacionados à nossa mente.

De fato, um estudo que forneceu 900mg de DHA de algas durante seis meses para um grupo de pessoas sugere que a suplementação de DHA neste nível pode apoiar a memória de adultos saudáveis com 55 anos ou mais (baseado em um estudo clínico usando 900mg DHA por dia durante seis meses em adultos saudáveis com uma queixa de memória leve).

EPA

O EPA, ácido eicosapentaenoico, tem ação anti-inflamatória no nosso organismo, já que auxilia as reações enzimáticas responsáveis pela produção de prostaglandinas E3, uma substância que faz parte das nossas defesas contra as inflamações por ajudar a neutralizar a atividade pró-inflamatória de outras moléculas semelhantes.

Um dos principais benefícios do EPA é auxiliar a saúde do coração e a circulação sanguínea, evitando a formação de trombos (coágulos) no sangue e diminuindo os riscos de trombose e de acidente vascular cerebral. Indivíduos que possuem doenças de caráter inflamatório, como celulite, obesidade, lúpus e artrite reumatoide, poderão se beneficiar ainda mais do consumo de EPA.

ALA

Já o ALA, ácido alfa-linolênico, é um tipo de ômega 3 essencial de cadeia curta e de origem vegetal, que não tem capacidade de ser produzido pelo organismo humano, sendo necessária a sua ingestão através dos alimentos.

O ALA pode ser convertido em DHA ou em EPA depois de ser ingerido. Ele é encontrado em sementes como chia, linhaça e sementes de abóbora e oleaginosas como as nozes, além disso ele também está presente em pequenas quantidades em outras fontes vegetais, tais como o espinafre e a couve.

Nosso corpo possui enzimas que convertem o ALA em EPA e DHA, porém, tem sido verificado que a atividade dessas enzimas é diminuída por fatores como tabagismo, consumo de álcool, diabetes, estresse, ingestão elevada de gorduras trans, e, principalmente, pelo envelhecimento.

O estresse, por exemplo, libera hormônios como as catecolaminas e os glicocorticóides, que são inibidores da Delta 6 dessaturase. Sendo assim, é essencial que tenhamos uma preocupação maior não apenas com a qualidade das gorduras que ingerimos, mas também com a adoção de bons hábitos como a prática de esportes, gestão do estresse, qualidade de vida e alimentação equilibrada.

Equipe geração fit

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