Brasil está entre países com maior índice de obesidade combinada com subnutrição

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Brasil está entre países com maior índice de obesidade combinada com subnutrição

13 de novembro de 2018
Equipe Geração Fit

obesidade e desnutrição

Grande parte dos países, entre eles o Brasil, estão à beira de uma epidemia de saúde conhecida como “carga dupla da má nutrição”, ou seja, obesidade e desnutrição convivendo lado a lado.

Entre as diversas causas disso estão a ampla oferta global de alimentos não saudáveis, o aumento do trabalho em escritórios (ou seja, em ambientes sedentários) e o uso, muitas vezes, desnecessário de veículos (quando seria possível se locomover a pé ou de bicicleta) e do crescente entretenimento em telas.

Há também o fenômeno do “falso-magro”: pessoas que parecem ter um peso saudável, mas que possuem um grande percentual de gordura.

Obesidade e desnutrição desde a Infância

Atualmente, todos os países do mundo lutam contra algum tipo de problema nutricional. A qualidade dos alimentos processados no Brasil é pior que em outros países. A geração que pode viver menos que os pais porque não se alimenta corretamente, nem pratica atividades físicas da forma como deveria.

No que diz respeito à privação crônica de alimentos, havia em 2016 estimadas 815 milhões de pessoas passando fome, um aumento de 5% ao longo de dois anos. Grande parte desse aumento se deu na África, onde 20% das crianças são desnutridas.

Enquanto isso, as taxas de obesidade triplicaram nos últimos 40 anos. No mundo, mais de 600 milhões de adultos estão obesos, e 1,9 bilhão estão acima do peso. E o número de obesos em países em desenvolvimento está rapidamente alcançando o de países desenvolvidos.

No Brasil, 36% das meninas está acima do peso ou obesa, enquanto 16% estão abaixo do peso ideal. Relatórios compilados pelo Ministério da Saúde apontam que 20% das crianças brasileiras sejam obesas e cerca de 32% da população adulta tenha excesso de peso.

Uma preocupação é com o crescimento do sobrepeso entre a população mais pobre – algo atribuído ao consumo de alimentos baratos excessivamente calóricos, à baixa orientação nutricional e aos altos índices de sedentarismo.

Consumo de Junk Food

O que se vê, em geral, é um distanciamento dos alimentos tradicionais, ao mesmo tempo em que cresce o consumo de açúcares, gorduras e carnes e que cai o de grãos e leguminosas. Com isso, ingere-se grande quantidade de calorias, mas poucas vitaminas e minerais essenciais.

Obesidade e Desnutrição: Contra a fome

Crianças são particularmente vulneráveis a dietas não saudáveis, uma vez que necessitam de vitaminas e minerais para crescer e se desenvolver.

É por isso que muitos lares abrigam crianças subnutridas que têm a mesma alimentação – pobre em nutrientes – que seus pais obesos.

Pesquisas mostram ainda que crianças de baixa estatura e subnutridas têm maior propensão à obesidade mais tarde na vida, já que seu metabolismo é mais lento e seus corpos tendem a fazer maiores reservas de gordura.

Por isso, países têm de prestar atenção para que políticas voltadas ao combate à fome não acabem, sem querer, aumentando o problema de excesso de peso.

No Chile, nos anos 1920, um programa nacional de alimentação para mulheres grávidas e crianças de até 6 anos reduziu a fome, mas no longo prazo acabou levando a um aumento nas taxas de obesidade infantil.

Países ricos

Embora a carga dupla da má nutrição seja especialmente prevalente em países em desenvolvimento, é um problema presente também em nações ricas – no Reino Unido, por exemplo, um quarto dos adultos é obeso, ao mesmo tempo em que 3,7 milhões de crianças moram em lares sem condições de seguirem padrões alimentares adequados.
E 10% dessas crianças vivem em condições de extrema insegurança alimentar.

Escolhas alimentares

As causas desta “carga dupla” entre obesidade e desnutrição são complexas. Não é apenas uma questão de acesso a alimentos saudáveis, e não há duas pessoas ou culturas que encarem a nutrição da mesma maneira.

Nossas escolhas alimentares são influenciadas por muitos fatores – e podemos não estar cientes de muitos deles.
Elas envolvem custo, disponibilidade local, pressão do tempo, conhecimento sobre alimentação saudável e a dieta das pessoas ao nosso redor.

Além disso, as necessidades nutricionais de cada pessoa são diferentes. Dependem em parte do seu metabolismo e de quão boa é sua saúde.

O custo para o indivíduo e para a sociedade da hiper e subnutrição são numerosos. As crianças que crescem desnutridas geralmente têm um desempenho pior na escola e ganham menos durante toda a vida.

A obesidade infantil costuma levar a uma piora do estado de saúde na idade adulta, aumentando o risco de doenças como doenças cardíacas e AVC.

Equipe geração fit

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