Nutrigenômica e Nutrigenética

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Nutrigenômica e Nutrigenética

2 de outubro de 2018
Equipe Geração Fit

nutrigenômica e nutrigenética

Nutrigenômica e nutrigenética: entenda como a Nutrição atual está mais centrada em pesquisas visando a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Nos últimos anos, pesquisas em nutrição começaram a descobrir que os genes e dietas estão mais interligados do que se imaginava.

Nutrigenômica e nutrigenética

Para explicar a nutrigenômica e nutrigenética, tomaremos por base um cenário hipotético em que duas pessoas da mesma idade que possuem uma dieta pobre em frutas e vegetais, elevada em sódio e gordura saturada. Uma desenvolve hipertensão, hipercolesterolemia e aterosclerose, enquanto a outra vive uma vida longa sem nenhuma doença crônica.

Outro exemplo são duas pessoas que adoram consumir leite, mas para uma o alimento provoca gases e diarreia, enquanto para outra é possível ingeri-lo sem problemas. A diferença é que uma tem intolerância à lactose e a outra não.

A conclusão é o seguinte, por que dois indivíduos com o mesmo estilo de vida e alimentação possuem resultados diferentes de saúde.

Para estudar essa situação dois campos de pesquisas surgiram há alguns anos: Nutrigenômica e Nutrigenética, ou seja, o reconhecimento de que os nutrientes têm a capacidade de interagir e modular mecanismos moleculares e funções fisiológicas de um organismo provocou uma revolução no domínio da alimentação.

Qual a diferença entre nutrigenômica e nutrigenética?

Basicamente, nutrigenética é a ciência que estuda o efeito da variação genética em resposta à dieta. Nutrigenômica é a ciência que estuda o papel dos nutrientes e compostos bioativos de diferentes alimentos na expressão do gene.

Relembrar o conceito de genoma é importante para entender melhor as duas áreas. Genoma é conjunto de todo material genético presentes nas células, ou seja, é o nosso DNA.

O relatório sobre o projeto de sequenciamento do genoma humano foi publicado em 2001 e identificou todos os genes presentes no DNA humano, o que permitiu a descoberta de que os genes e proteínas não funcionam isoladamente, e sim atuam em conjunto com os nutrientes provenientes da dieta.

Há três fatores centrais que sustentam a importância da nutrigenética e nutrigenômica como ciência:

1. Grande diversidade no genoma entre grupos étnicos e indivíduos, cuja diferenciação afeta a biodisponibilidade de nutrientes e o metabolismo.

2. A alimentação das pessoas e a disponibilidade de nutrientes diferem muito entre si, pois são dependentes de fatores culturais, econômicos, geográficos e gustativos.

3. A desnutrição ou hiperalimentação (deficiência ou o excesso) pode afetar a expressão do gene e a estabilidade do genoma, alterando sua estrutura funcional. Resultado: possíveis mutações da sequência de genes ou a nível cromossômico, ocasionando expressão gênica anormal e levando a fenótipos adversos durante as várias fases da vida.

Entretanto, o terceiro fator pode afetar a expressão genética, não necessariamente alterando a sequência ou estrutura do gene. Essa é uma outra área emergente e mais recente: a epigenética. Por exemplo, uma pessoa possui estilo de vida e dieta que podem estar lhe causando aumento da concentração de colesterol no sangue. Porém, uma vez que todos os âmbitos forem equilibrados, os níveis sanguíneos de colesterol voltam ao normal.

Equipe geração fit

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