Fome afeta tomada de decisão: mito ou verdade?

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Fome afeta tomada de decisão: mito ou verdade?

17 de abril de 2017
Equipe Geração Fit

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A fome afeta tomada de decisão? Uma recente pesquisa encontrou a resposta para a pergunta. Confira!

Nunca tome uma decisão quando você está com fome. Um estudo realizado recentemente na Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, Suécia, o hormônio grelina, produzido pelo estômago, quando está vazio, tem um efeito negativo sobre a tomada de decisões e controle dos impulsos.

Pela primeira vez, fomos capazes de mostrar que o aumento do nível de grelina, “como visto antes das refeições ou durante o jejum, leva o cérebro a agir impulsivamente e também afeta a capacidade de tomar decisões racionais”, relata Karolina Skibicka, docente na Academia Sahlgrenska.

Hormônio da fome e a impulsividade

A impulsividade é complexa, mas a equipe a dividiu em duas partes. A primeira, em ação impulsiva (incapacidade de resistir a uma resposta motora); a segunda, em escolha impulsiva (incapacidade de retardar a gratificação).

A líder da pesquisa, Karolina Skibicka, afirmou que o “aumento da grelina em níveis que são vistos apenas antes das refeições ou durante jejum, leva o cérebro a agir impulsivamente, além de afetar a capacidade de tomar decisões racionais”.

Quando receberam grelina…

Testes realizados em ratos de laboratório mostraram que os animais, quando estão com fome, tinham mais dificuldades em resistir a um alimento, mesmo quando eles sabiam que o jantar seria servido em breve.

A incapacidade para resistir a pressionar a alavanca, quando o sinal “no-go” é dado, é um sinal de impulsividade. Os pesquisadores descobriram que ratos que receberam grelina diretamente no cérebro, que simula como o estômago nos notificaria da necessidade de comer, foram mais propensos a pressionar a alavanca em vez de esperar, apesar de causar a perda da recompensa.

A capacidade de adiar a gratificação (obter uma recompensa maior mais tarde) é uma medida comparável de escolha impulsiva (decisão). Ela pode ser ilustrada por opções, tais como aquelas entre a obtenção de um único cookie agora, ou, se esperar alguns minutos, vários cookies, ou comer em excesso alimentos de alto teor calórico para a sensação imediata de prazer, enquanto desconsiderando os benefícios a longo prazo de comer menos ou comer saudavelmente.

A pessoa que escolhe a gratificação imediata, embora que a espera forneça uma recompensa maior, é caracterizada como sendo mais impulsiva o que implica uma menor capacidade de tomar decisões racionais.

Grelina e Comportamento impulsivo

“Nossos resultados mostraram que a restrição dos efeitos da grelina na área tegmental ventral, uma parte do cérebro que é um componente crucial do sistema de recompensa, foi suficiente para tornar os animais mais impulsivos. Quando bloquearam a grelina, o comportamento impulsivo foi muito reduzido”, diz Karolina Skibicka.

Mesmo um curto período de jejum, uma forma mais natural de aumentar a liberação de grelina, aumentou o comportamento impulsivo.

Mudanças de longo prazo

A impulsividade é uma característica distintiva de muitos distúrbios neuropsiquiátricos e de comportamento, tais como TDAH, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno do espectro do autismo (TEA), abuso de drogas e transtornos alimentares.

O estudo também mostrou que o aumento dos níveis de grelina causou mudanças genéticas a longo prazo nos circuitos cerebrais que estão ligados à impulsividade e tomada de decisão.

Uma injeção de grelina no cérebro que resultou no comportamento impulsivo em ratos, causou o mesmo tipo de alteração nos genes e enzimas relacionadas à dopamina, como pode ser visto no TDAH e TOC.

Equipe geração fit

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