Colina como precursor para a biossíntese de fosfatidilcolina

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Colina como precursor para a biossíntese de fosfatidilcolina

4 de maio de 2017
Dalcia Klimaczewski
(Estudante de Nutrição)

colina

A colina é classificada como um nutriente vital, que desempenha várias funções no corpo e no cérebro.

Além de participar da biossíntese da fosfatidilcolina, um fosfolipídeo estrutural da membrana celular que apresenta um importante papel na absorção intestinal e no transporte de lipídios (gorduras), ela também é precursora do neurotransmissor acetilcolina, que influencia na função do cérebro, coração, músculo, glândula adrenal, trato gastrintestinal e muitos outros órgãos; e da betaína, um doador de grupos metil para as reações de metilação e formação da metionina (evitando o acúmulo de homocisteína no organismo).

Colina como precursor da fosfatidilcolina

A fosfatidilcolina pode ser produzida através de duas vias de biossíntese diferentes no organismo. A menor parte da produção, cerca de 30%, é feita através da tripla metilação da fosfatidiletanolamina.

Os outros 70% da biossíntese de fosfatidilcolina se dá pela adição da colina em moléculas de diacilglicerol através de reações de ligação ao nucleotídeo citidina 3 fosfato, que possibilitam a sua transferência para o diacilglicerol.Dessa forma, a colina é fundamental para a produção suficiente de fosfatidilcolina, de modo a atender às demandas do organismo.

Então, visto que o corpo é capaz de produzir quantidades suficientes de fosfatidilcolina, desde que haja colina disponível, este não é um nutriente essencial, ou seja, não precisa ser suprido pela alimentação.

Fosfatidilcolina no metabolismo de gorduras

A fosfatidilcolina é um fosfolipídeo presente na membrana de todas as células e é também conhecida como lecitina. Dessa forma, ela também está presente nas células do intestino, participando do processo de absorção das gorduras ingeridas pela alimentação.

A sua relação com a absorção intestinal das gorduras se deve ao fato de ela aumentar a solubilidade micelar, promovendo assim a formação dos quilomícrons, que são o meio de transporte das gorduras absorvidas para os diversos tecidos do corpo.

A fosfatidilcolina é também necessária para a formação das lipoproteínas HDL (High Density Lipoproteins) e VLDL (Very Low Density Lipoproteins).

O HDL é conhecido como colesterol bom, pois realiza o caminho reverso do colesterol, recolhendo-o das células e levando até o fígado para ser metabolizado/excretado. Já a VLDL é uma lipoproteína que transporta os triglicerídeos do fígado para os demais tecidos.

Assim, se houver deficiência de fosfatidilcolina, os níveis de HDL ficarão mais baixos, provocando um desbalanço do colesterol total e, também, haverá acúmulo de gordura no fígado, já que não haverá VLDL’s suficientes para transportar a gordura ali presente para os outros tecidos do corpo.
Além disso, a fosfatidilcolina ainda funciona como emulsificante para o processo de solubilização do colesterol biliar, contribuindo ainda mais para a melhora do perfil lipídico.

Fontes de colina

A maior parte do suprimento de colina necessária ao corpo é encontrada na dieta, mas ela também pode ser produzida via endógena pelo fígado para suprir as necessidades em momentos de baixa ingestão desse nutriente.

Contudo, estudos demonstraram que a baixa ingestão de colina pela alimentação pode resultar em prejuízos à memória, o crescimento, a função hepática, renal e pancreática em mamíferos, devido às funções que esse nutriente exerce no organismo. Portanto, a dieta constitui a principal fonte de colina para o corpo, podendo ser encontrada em grãos, carnes, legumes, ovos e fígado.

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Dalcia Klimaczewski

24 anos, comunicóloga e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Paraná. Adepta à nutrição comportamental, acredita que a saúde e o bem-estar são consequências do equilíbrio entre o corpo e a mente.


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